quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Katiane Rosa Dos Santos


Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Katiane Rosa Dos Santos

DILEMAS DE UM RECÉM-SEPARADO 

 

Fui às compras. Confesso que nunca me imaginei comprando o que fui comprar. Nesses 45 anos de vida não precisei. Mas dessa vez, não. Tive que me virar. Sozinho.

Entrei nas Pernambucanas à cata de panos de prato. Pedi a uma vendedora que me mostrasse uns. Até que eram bonitinhos. Delicados, com bordados infantis, desenho de porquinho, de peixinho, de ursinho. O preço era bem razoável. Peguei quatro. Um pra enxugar as mãos, outro pra enxugar a louça. Um jogo reserva. Mostrei a uma amiga que achou lindo, mas disse que aquilo não era pano de prato, era pano de enxugar a mão. “Eu comprei pano de prato”, disse, já meio bolado. Uma outra amiga me tranquilizou. Falou que os panos eram ótimos, que enxugavam prato que era uma beleza.

Tapetinho pro banheiro é outra desgraça. Uma que não achei nenhum bonito. Todos bregas. Era o jogo. Um tapetinho pra pisar ao sair do banho; uma almofadinha pra forrar a tampa do vaso; um outro esquisitinho pra colocar na frente. Umas cores danadas de feias! Depois de muito custo, achei um mais ou menos, uma cor discreta, um bejão.

Numa outra loja fui procurar tupperware. Se há algo importante na casa de um homem sozinho, isso eu aprendi, esse negócio se chama tupperware. O feijão, por exemplo. Você pode cozinhar feijão uma vez a cada 10 dias. Distribui em pequenas porções e guarda. Onde? No tupperware! Depois congela. Quando quiser comer é só descongelar, pôr na panela, temperar, e o feijão fica ótimo. As sobras também podem ir para o freezer. Carne moída? Sobrou? Tupperware.

Cesto de lixo pro banheiro. Um porre. Precisava de dois. Não sou nenhum referencial de estética dessas coisinhas, pelo contrário, mas queria um basicão, branco, simples, sóbrio. Achei cada coisa... Um modelo que gostei só tinha um, o outro tava quebrado. Não comprei nada. Agora em casa já tem papel higiênico nos banheiros, mas não tem onde jogar. Por enquanto, no saquinho... Ave Cristo!

Não gosto muito de ler manuais, e agora tenho uma pilha sobre a mesa. O do fogão, por exemplo. Depois de tirá-lo da caixa, de tirar todas as fitas que prendiam as peças, de tirar um plástico azul, de deixá-lo prontinho para uso, tava lá escrito: “IMPORTANTE: faça a instalação dos pés antes da remoção da fita que fixa o tampão de vidro”.

Aliás, foi necessário fazer a conversão pra gás natural. Se tinha uma coisa que eu não queria gastar muito, essa coisa era o fogão. Almoço na rua, à noite não sou de comer muito, as crianças vem no fim de semana a cada 15 dias. Mas não que eu tenha comprado porcaria. Não era um Brastemp, mas era um bom fogão, que estava na promoção. Acendedor automático, branquinho, quatro bocas. No entanto, tinha de fazer a conversão. E como era novo, e como está na garantia, tive que chamar a assistência autorizada. Não cobravam pelo serviço, mas cobravam as peças. Os caras tinham que colocar uma mangueira de cobre, um adaptadorzinho e trocar uma peça das bocas. O gás comum tem muita pressão, então a peça tem um furinho pequeno. O gás natural não tem pressão, então o furo tem de ser maior. Depois foi só mandar a distribuidora ligar o gás. O que eu gastei nessa brincadeirinha toda deu um fogão. Uma maravilha!

A máquina de lavar me assusta. Parece um dinossauro dormindo na minha casa.

Katiane Rosa Dos Santos

VANGUARDAS EUROPEIAS

Les demoiselles d\'Avignon, de Picasso, deu início ao Cubismo, uma das tendências artísticas das Vanguardas Europeias * 
Les demoiselles d\'Avignon, de Picasso, deu início ao Cubismo, uma das tendências artísticas das Vanguardas Europeias *
Chamamos de Vanguardas Europeias o conjunto de tendências artísticas – em sua maioria provenientes de Paris, então centro cultural da Europa – que provocou ruptura com a tradição cultural do século XIX. As correntes de vanguarda surgiram antes, durante e depois da Primeira Guerra Mundial, introduzindo uma estética marcada pela experimentação e pela subjetividade que influenciaria fortemente diversas manifestações artísticas em todo o mundo.
As principais correntes vanguardistas foram:
Cubismo: Tendência artística que influenciou escritores e artistas plásticos no início do século XX, o Cubismo deixou suas marcas ao imprimir novas técnicas narrativas que fragmentavam a realidade e permitiam uma desconstrução da visão clássica sobre o tempo e o espaço. Na Literatura Brasileira, sua influência pode ser percebida através da leitura do livro Memórias Sentimentais de João Miramar, de Oswald de Andrade.
Futurismo: Difundido principalmente através de manifestos, o Futurismo foi o movimento mais radical e subversivo entre as tendências vanguardistas. No Brasil, características do Futurismo podem ser percebidas na obra literária de Mário de Andrade.
Expressionismo: Tendência artística que valorizava a subjetividade, o Expressionismo surgiu no começo do século XX, representado por pintores alemães e franceses. Opondo-se à estética impressionista, os expressionistas preconizavam a arte como elemento legítimo para expressão dos sentimentos do artista.
Dadaísmo: Criado na Suíça durante a Primeira Guerra Mundial, o Dadaísmo surgiu como resposta ao clima de instabilidade provocado pelo conflito bélico. Sua principal característica era uma linguagem permeada pelo deboche e pelos ilogismos dos textos, além da aversão a qualquer conceito racionalizado sobre a arte.
Surrealismo: Surgido na França em 1924, o Surrealismo defendeu a criação através das experiências nascidas no imaginário e da atmosfera onírica. Na Literatura Brasileira, influenciou escritores como Oswald e Mário de Andrade e, posteriormente, Murilo Mendes e Jorge de Lima.
As vanguardas apresentaram ao mundo uma nova maneira de fazer Arte, pautada na liberdade de criação e no rompimento com o passado cultural tradicionalista. Nesta seção, você encontrará vários artigos com valiosas informações sobre as principais tendências vanguardistas e sua contribuição para a estética da modernidade.

Katiane Rosa Dos Santos

 Literatura no Brasil.
A Literatura no Brasil nasceu a partir dos primeiros escritos de viajantes e missionários europeus que documentavam informações sobre a terra recém-colonizada. Embora esses primeiros escritos não possam ser considerados como Literatura de fato, por estarem demasiadamente presos à crônica histórica, são compreendidos como o ponto de partida para a formação de nossa identidade literária e cultural.
A Literatura no Brasil está intrinsecamente ligada à Literatura portuguesa. Durante muito tempo, toda produção literária esteve subjugada ao pensamento português. A partir do Romantismo, nossa Literatura emancipou-se, alcançou sua autonomia e criou manifestações literárias próprias. Sendo assim, para facilitar o estudo de nossa literatura, didaticamente ela foi dividida naquilo que conhecemos como Escolas Literárias:
  • Quinhentismo (1500 – 1601)
  • Barroco (1601 – 1728)
  • Arcadismo (1768 - 1836)
  • Romantismo (1836 – 1881)
  • Realismo e Naturalismo (1881 – 1922)
  • Parnasianismo (1882 - 1922)
  • Simbolismo (1893 - 1922)
  • Pré-Modernismo (1902 - 1922)
  • Modernismo (e suas outras correntes que alcançam a Literatura contemporânea).
Cada uma das escolas literárias apresenta características temáticas peculiares, cujos textos e autores aproximam-se em estilo e ideologia. Nesta seção, você encontrará as particularidades de cada movimento literário, assim como os principais escritores da Literatura Brasileira. Bons estudos, boa leitura!

Katiane Rosa Dos Santos

Dicas para uma boa interpretação de textos.
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas dúvidas.
Uma interpretação de texto competente depende de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos surpreendentes que não foram observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!

Katiane Rosa Dos Santos

Amor é fogo que arde sem se ver

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

                           Luís de Camões

Katiane Rosa Dos Santos

NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS DA LÍNGUA PORTUGUESA

9827 Novas Regras Ortográficas da Lingua Portuguesa 1 Novas Regras Ortográficas da Lingua PortuguesaSão poucas as mudanças, mas é importante estudá-las. (Foto: Divulgação)
Confira a seguir as novas regras ortográficas da Língua Portuguesa:
- ALFABETO
Nova Regra: O alfabeto será formado por 26 letras
• Como era
As letras “k”, “w” e “y” não são consideradas integrantes do alfabeto
• Como é
Essas letras serão usadas em unidades de medida, nomes próprios, palavras estrangeiras e outras palavras em geral. Exemplos: km, kg, watt, playground, William, Kafka, kafkiano.
- TREMA
Nova regra: Não existirá mais o trema na língua portuguesa. Será mantido apenas em casos de nomes estrangeiros. Exemplo: Muller, mülleriano.
• Como era
Agüentar, conseqüência, cinqüenta, freqüência, tranqüilo, lingüiça, bilíngüe.
• Como é
Aguentar, consequência, cinquenta, frequência, tranquilo, linguiça, bilíngue.
- ACENTUAÇÃO – DITONGOS “EI” E “OI”
Nova regra: Os ditongos abertos “ei” e “oi” não serão mais acentuados em palavras paroxítonas
• Como era
Assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, Coréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio, heróico, paranóico
• Como é
Assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, Coreia, boia, paranoia, jiboia, apoio, heroico, paranoico.
Observação: Nos ditongos abertos de palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói e monossílabas o acento continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis, troféu, céu, chapéu.
- ACENTUAÇÃO – “I” E “U” FORMANDO HIATO
Nova regra: Não se acentuarão mais “i” e “u” tônicos formando hiato quando vierem depois de ditongo.
• Como era
baiúca, boiúna, feiúra, feiúme, bocaiúva
• Como é
baiuca, boiuna, feiura, feiume, bocaiuva
Obs. 1: Se a palavra for oxítona e o “i” ou “u” estiverem em posição final o acento permanece: tuiuiú, Piauí.
Obs. 2: Nos demais “i” e “u” tônicos, formando hiato, o acento continua. Exemplo: saúde, saída, gaúcho.
9827 Novas Regras Ortográficas da Lingua Portuguesa Novas Regras Ortográficas da Lingua PortuguesaA reforma ortográfica veio com a proposta de unificar a língua. (Foto: Divulgação)
- HIATO
Nova regra: Os hiatos “oo” e “ee” não serão mais acentuados
• Como era
enjôo, vôo, perdôo, abençôo, povôo, crêem, dêem, lêem, vêem, relêem
• Como é
enjoo, voo, perdoo, abençoo, povoo, creem, deem, leem, veem, releem
- PALAVRAS HOMÔNIMAS
Nova regra: Não existirá mais o acento diferencial em palavras homônimas (grafia igual, som e sentido diferentes)
• Como era
Pára/para, péla/pela, pêlo/pelo, pêra/pera, pólo/polo
• Como é
para, pela, pelo, pera, polo
Obs. 1: O acento diferencial ainda permanece no verbo poder (pôde, quando usado no passado) e no verbo pôr (para diferenciar da preposição por).
Obs. 2: É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Exemplo: Qual é a forma da fôrma da torta?
- HÍFEN – “R” E “S”
Nova regra: O hífen não será mais utilizado em prefixos terminados em vogal seguida de palavras iniciadas com “r” ou “s”. Nesse caso, essas letras deverão ser duplicadas.
• Como era
ante-sala, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-rival, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso, contra-regra, contra-senha, extra-regimento, infra-som, ultra-sonografia, semi-real, supra-renal.
• Como é
antessala, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirrival, autorregulamentação, autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, infrassom, ultrassonografia, semirreal, suprarrenal.
- HÍFEN – MESMA VOGAL
Nova Regra: O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
• Como era
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
• Como é
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.
- HÍFEN – VOGAIS DIFERENTES
Nova regra: O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
• Como era
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
• Como é
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs.: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.
- HÍFEN – MESMA VOGAL
Nova Regra: O hífen será utilizado quando o prefixo terminar com uma vogal e a segunda palavra começar com a mesma vogal.
• Como era
antiibérico, antiinflamatório, antiinflacionário, antiimperialista, arquiinimigo, arquiirmandade, microondas, microônibus.
• Como é
anti-ibérico, anti-inflamatório, anti-inflacionário, anti-imperialista, arqui-inimigo, arqui-irmandade, micro-ondas, micro-ônibus.
- HÍFEN – VOGAIS DIFERENTES
Nova regra: O hífen não será utilizado quando o prefixo terminar em vogal diferente da que inicia a segunda palavra.
• Como era
auto-afirmação, auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, co-autor, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático
• Como é
autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiárido, semiautomático.
Obs: A regra não se encaixa quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-herói, anti-higiênico, extra-humano, semi-herbáceo.

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